Amor e Vida (Raimundo Correia)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amor e Vida

Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida,
Este amor infeliz, como se fora
Um crime aos olhos dessa, que ela adora,
Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.

A crua e rija lâmina homicida
Do seu desdém vara-me o peito; embora,
Que o amor que cresce nele, e nele mora,
Só findará quando findar-me a vida!

Ó meu amor! como num mar profundo,
Achaste em mim teu álgido, teu fundo,
Teu derradeiro, teu feral abrigo!

E qual do rei de Tule a taça de ouro,
Ó meu sacro, ó meu único tesouro!
Ó meu amor! tu morrerás comigo!


Raimundo Correia

2 comentários:

barbara disse...

É uma linda poesia parnasiana que tem como as principais caracteristicas a valorização da estética e a busca da perfeiçao juntamente com a objetividade no tema abordado. josé Rocha II ano D.

Conceição Fonseca da Fonseca disse...

Magnifico !

Postar um comentário