A Um Poeta (Olavo Bilac)

domingo, 3 de outubro de 2010

A Um Poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.


Olavo Bilac

Poesia comentada pela professora na sala de aula.

11 comentários:

-André- disse...

Muitas vezes nós não identificamos tudo que uma palavra objetiva expressar num poema. Um exemplo dessa presença de significados diversos nas entrelinhas da poesia é o contexto que circunda o 4° verso: "[...] Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!"
Acredito que a maioria dos estudantes que lerem este trecho vai pensar que a palavra "sua", no fim do verso, dá a idéia de suor, do sacrifício que eu-lírico faz para escrever a sua poesia num ambiente e estado de espírito propenso. Entretanto, a prof. Angela Aragão, da disciplina de Língua Portuguesa sugeriu uma outra reflexão.
Uma das características do Parnasianismo é a busca pela perfeição, pela formalidade poética. Isso é bem evidente na 1ª estrofe. Ao fim de todo este trabalho de padronização literária, o obra que foi criada passa a ser de posse do eu-lírico, de sua autoria, e realmente "sua".
Parabéns a Prof. Ângela por essa reflexão ímpar sobre poema.

André Mello
2° ano F

Larissa disse...

Acho que ele tem um certo tipo de preocupação com as palavras,com a perfeição do seu poema,com a forma em que vai expor aquela sua opinião,mas vale salientar também,que esse jogo de palavras meramente formais que constitui o texto não é totalemnte necessário para suportar o sentido do poema,o poema mostra vários tipos de sentidos e que envolve certo tipo mecanismo de coesão textual,a repetição,além do mais ele tenta estudar os processos generativos ou combinatórios das frases das línguas naturais,tendo em vista especificar a sua estrutura interna e funcionamento do seu devido texto. Tenta "conectar" o seu poema na intenção de demonstrar que os efeitos aliterativos remexem no interior do contexto.Não há,nesta relação entre leitor e texto,uma experiência direta do real e,neste sentido o significado do texto,depende do discurso e de sua forma.

Larissa Nepomuceno
2°ano F

Driele disse...

o poema refere-se a maturidade das pessoas e ao quanto devemos dar valor a essa maturidade. Devemos nos focar nas pessoas mais velhas, pois elas tem muito a nos oferecer, a nos ensinar, acho que o poema refere-se ao respeito que devemos ter com os mais velhos, devemos eliminar o preconceito, e o medo de envelhecer, pois envelhecer é uma das melhores coisas que acontecem na vida de um ser humano. O texto fala dos valores das velhas arvores.

Driele II e

Driele disse...

o poema é composto por dois quartetos e dois tercetos

. disse...

Decidi comentar nesta postagem, pois ela mechamou atenção em alguns pontos:
-o soneto, retornado às antigas formas da literatura(traço marcante do parnasianismo)
-as diversas rimas ricas:
"Rua, sua, aconcheco, sossego,teima e lima"
-Fala de outrém e não de si mesmo;
-Observa-se nesse poema um preciosismo muito grade e o uso de palavras de forma que ao lermos o poema podemos sentir a essência da Poesia.
"Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade"
O trecho acima não usa palavras que não conhecemos, mas o uso perfeito dessas palavras conhecidas nos impulsiona a refletir e a ir além na simplicidade!
Gostei muito!

Daniel Barreto

ana carolina disse...

Ana Carolina Borges - 2ºF

Olavo Bilac por meio desta poesia, tenta traduzir para o leitor o que é ser um poeta.
Ele expressa que para produzir uma poesia é necessário seguir certos “mandamentos”.
As características parnasianas estão presentes nesta poesia, podemos visualizar:
- As rimas ricas;
- A valorização da estética e a busca da perfeição;
- Uso de uma linguagem culta e bastante rebuscada;
- A valorização da métrica;
Outra questão que se pode levantar, é o significado da palavra “sua” , no seguinte trecho:
“Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!”
Primeiramente, nos leva a crer que a palavra tem o sentido de “suor”, por ele (o poeta) trabalhar duramente, teimar, sofrer, o suor é consequência de todo esse trabalho.
Porém, fazendo uma reflexão mais aprofundada, a palavra tem um sentido ambíguo.
Este “sua” expressa também, que pelo poeta ter todo o trabalho, toda a dificuldade de criar sua obra, ela é do poeta, ou seja, de sua posse.
Podemos identificar a partir daí, a busca pela perfeição, característica do parnasianismo, que por meio da ambiguidade pode mostrar nitidamente.

marcela disse...

Primeiramente o poema é composto por dois quartetos e dois tercetos.O Poema fala dos valores das velhas arvores ou seja na minha opinião olavo bilac tenta nos mostra o quanto a maturidade é importante e que devemos dar valor a esta.
Marcela Agnes II e

Bianca Menezes disse...

Nesse poema Olavo Bilac explica a personalidade de um poeta. O grande destaque é a palavra “sua” que tem duplo sentido: alguns pensam que ele quis dar a ideia de suor, porém ele quis expressar uma ideia de posse.

Bianca Menezes, 2°F

helenzinha disse...

O poema de Olavo Bilac ,é composto por dois quartetos e dois tercetos .São caracteristicas parnasianas presente nesse poema a rima ,o uso de uma linguagem culta e bastante rebuscadaa, valorização da estética e a busca da perfeição.

HELEN OLIVEIRA 2ºE

Phillipe disse...

Nesse poema, Olavo Bilac fala da personalidade de um poeta. No poema a palavra 'sua' que muitos podem pensar que é suor, esforço... Mas Bilac quis expressar um desejo de posse

Phillipe Silva / 2ºF

Helena Farias disse...

Pode-se dizer que bilac atingiu os preceitos da estética com "a um poeta"? Explique

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